top of page

Saiba mais sobre diagnóstico com scanner e como escolher seu osciloscópio e seus Transdutores Automotivos.

O ramo da reparação automotiva nos últimos anos tem despertado muito interesse no diagnóstico de motores com a utilização de equipamentos que requerem conhecimento mais refinado.

 

A utilização de ferramentas como osciloscópio e transdutores irá abrir sua mentalidade de como as coisas funcionam, muita das vezes ficamos trabalhando no automático e não paramos para pensar como é que as coisas funcionam, resolvemos os problemas, mas não sabemos o porquê foi resolvido, é até estranho isto. Vou citar um fato, você reparador tem um carro com problema em sua empresa, aquele carro enjoado, então vai lá e aluga um carro igual com bom funcionamento, retira as peças “ Bom”  dele e coloca no carro com problema, neste retira e monta, retira e monta, quando  trocou o TPS o carro ruim ficou bom, então você pede uma peça nova e substitui e resolveu o problema, mas porque será que o TPS deu problema, o que de fato fez o TPS permitir que o veiculo ficasse tão ruim, as vezes apenas só queremos resolver o problema mesmo sem saber como porque ele foi resolvido.(Fig.1)




Vou descrever uma situação muito comum em várias oficinas, o famoso código P0300 que nada mais é “ Falha de combustão “, o veículo chega em sua oficina com o motor falhando e luz da injeção acessa, nesta ocasião cada reparador toma uma atitude diferente e parte para um caminho que de sua preferência seja melhor, alguns procuram desligar os injetores um por um, e o cilindro  que vibrar menos  ele determina que  descobriu o cilindro que esta falhando,  mas ainda não sabe a causa desta falha , então ele troca a bobina, cabos e velas na esperança de resolver, se for eles a causa claro que irá resolver, mas e se não for, então ele troca os injetores, mas e se não for, então ele faz o cabeçote, mas e se não for, imagina o tamanho do buraco que ele  pode estar se enfiando, então  vai ficando mais complexo o diagnóstico. Outros reparadores podem iniciar o diagnóstico com seus scanners e conecta-lo na entrada OBD2 para ler os códigos de falhas, e assim através do código definir qual será o próximo passo. A vantagem de entrar com o scanner é a possibilidade de ler o código e ter como ajuda o próprio modulo que foi programado pela engenharia a mostrar o erro do motor e lhe ajudar no diagnóstico. Vamos supor que gerou um código P0202, este código é um indicativo de “Falha no circuito do injetor número 2” e com base nesse código podemos analisar o circuito do injetor 2 bem como o próprio injetor testando em uma máquina de vazão, e assim otimizando o tempo de análise. Voltando ao método de desligar o injetor para analisar a falha, o próprio modo de desligar o injetor irá gerar um código de falha P0200 relacionado aos injetores, e depois de desligar os injetores o reparador resolve conectar o scanner para ler as falhas, e se depara com os códigos por ele gerado e então virar uma bola de neve. Analisar um veículo por mais corrido que seja a vida do reparador independente, deve se ter muita paciência pois você mesmo pode ser o maior problema, gerando mais problemas no veículo. Outro exemplo é quando chegar um veículo em sua empresa, e se principalmente ele veio de outra empresa, então a primeira coisa meu amigo, conecte o scanner e limpe a memória, pois este veículo provavelmente está com muitos códigos de falha gerado por esta última empresa, e você fazendo a limpeza da memória, espere os erros aparecer novamente e assim atuar nos erros reais do motor.

Trabalhar no método do famoso diagnostico avançado não é apenas trabalhar com osciloscópio e transdutores, e sim ter conhecimento profundo do funcionamento do motor, irei dar mais ênfase em motores, pois um veículo não é construído apenas de motor e sim de muitas outras partes que também requerem muito conhecimento, mas abraçar o mundo e querer ser bom em tudo, você não será bom em nada, por este motivo vamos focar em diagnóstico com foco em motores de combustão interna. Quando falamos em conhecimento profundo, é você ter um scanner em mãos com centenas de dados apresentado em sua tela, e você apenas lê os códigos de falhas, verifica a temperatura, verifica um sinal de sonda lambda, e faz algumas programações como correção de A/F, porem isto é pouco para os muitos dados que tens em mãos. Sabendo interpretar os dados terá mais clareza em seus diagnósticos e seu nivel técnico irá subir, assim como seu modo de pensar será mais rápido.

 

Vamos descrever algumas ferramentas para realizar um diagnóstico avançado em motores de combustão.

 

Conhecimento

De fato, o conhecimento é o principal elemento de um diagnóstico de motor, sem conhecimento de nada vai ter importância os melhores equipamentos. Conhecimento em eletrônica hoje é fundamental para analisar motores, pois existe muita eletrônica aplicada. (Fig.2)





Scanner

Possuir um bom scanner que de boas leituras e faça programações irá ajudar muito em um diagnóstico de motor, as vezes apenas com um scanner em mãos não conseguimos atender veículos multimarcas, isto acaba dificultando a vida do reparador forçando a ter mais scanners ou emprestando de amigos, pois o investimento não é barato.  A SAE Sociedade automotiva de engenheiros criou o padrão J2534, e através deste padrão foi desenvolvido as VCI J2534, que permite que voce utilize o software original da montadora, VCI é “Interface de comunicação do veículo” ou seja é um scanner que pode usar software original da montadora. (Fig.3)




Osciloscópio Digital

Existem muitos osciloscópios no mercado para usar no ramo automotivo, desde osciloscópios com pouco recurso até osciloscópios com centenas de recursos. Osciloscópio de 2 canais você pode trabalhar com tranquilidade principalmente se está iniciando, já um osciloscópio de 4 canais lhe da mais vantagens para analisar mais componentes simultaneamente, porem o preço é mais salgado, também existem osciloscópios de 8 canais, mais salgado ainda, mas será que você irá usar 8 canais de uma vez, creio que não, 4 canais já está de bom tamanho. Os osciloscópios podem ser analógicos ou digitais, mas a maioria dos fabricantes produzem osciloscópios digitais os DSO. Alguns pontos vitais na escolha de um osciloscópio devem ser observados. (Fig.4)




·       Bandwidth (Largura de Banda)

O bandwith de seu osciloscópio deve ser maior que a frequência do sinal que ira medir, o ideal é que seja ate 5 vezes maior para ter uma boa leitura, suponhamos que o sinal do sensor do motor é de 2 MHz  e este é o maior sinal de frequência dos sensores, então o ideal é ter um osciloscópio de 10 MHz , que a leitura do sinal será perfeita,  de modo que se fosse de 5 MHz, o sinal poderia ficar distorcido. Quanto mais alto a frequência do osciloscópio mais caro será o aparelho. (Fig.5)




·       Sample Rate (Taxa de Amostragem)

Em osciloscópios digitais DSO geralmente vem especificado o sample rate ( Taxa de amostragem) em Megasamples por segundos  ( MS/s) ou Gigasamples por segundo ( GS/s), para projetar uma imagem de qualidade na tela você precisa de pelo menos 5 amostras da imagem para construir uma, logo quanto maior a capacidade de amostras por segundo melhor será a captura do sinal. Em maioria os osciloscópios tem pelo menos 2 tipos de capturas de sinais, em tempo real e ETS em tempo equivalente e neste modo só funciona se o sinal for repetitivo. (Fig.6)

 




·       Memoria ( Buffer )

Quanto maior a capacidade de memoria do osciloscópio maior será a quantidade de amostras que ele ira gravar, vamos ser claro, vamos imaginar que voce está analisando um sinal do injetor de combustível, e este veiculo falha quando ele quer, mas você suspeita que a falha esta no injetor, logo você esta analisando com o osciloscópio, e vamos imaginar que seu osciloscópio tem memoria baixa, então ouve uma falha do motor e neste tempo você foi tomar agua e seu osciloscópio estava lá capturando o sinal, então você volta correndo todo feliz porque o veiculo falhou e seu osciloscópio estava lá conectado, porem quando você vai buscar a imagem, sua memoria por ser baixa não guardou aquela bendita falha. Em resumo quanto maior a capacidade de memória do osciloscópio maior será o Buffer, ou seja, voce terá centenas de imagens armazenadas.

Transdutores Automotivos

Com os transdutores podemos analisar a saúde do motor, com esta poderosa ferramenta podemos solucionar problemas muito complexo em motores de combustão interna. Qualquer sensor que captura um sinal, seja de pressão, temperatura, comprimento, tempo, corrente elétrica, intensidade luminosa, velocidade, é um transdutor. No ramo automotivo está se utilizando muito os transdutores de pressão e os transdutores de variação de pressão.

Transdutor de pressão JM29

Este sensor mede qualquer pressão, pressão de ar, pressão de combustível, pressão de óleo de motor, pressão de óleo de cambio, ou seja qualquer pressão, desde que o transdutor atenda as faixas de pressões que ira atuar sobre aquele sistema que esta analisando, o que quero dizer é, se for analisar a pressão de linha de combustível  e ela trabalha com 3,5 Bar, seus transdutor de pressão tem que ter a capacidade de medir acima dessa faixa, logo um transdutor com capacidade máxima de 1 Bar, sua análise será impossível. (Fig.7)




Transdutor de variação de Pulsos – TVA


Este sensor não mede pressões, sua finalidade é emitir vibrações, seja vibrações mecânica ou vibrações de ar. No mercado este sensor é conhecido como transdutor de vácuo, transdutor de pulsos, TVA e TVE.



Gráfico

Para trabalhar com transdutores, o reparador precisa de um osciloscópio, onde este irá gerar os gráficos, e com as técnicas de diagnostico poderá fazer muitas analises.

Algumas analises

1.     Catalisador Obstruído

2.     Sincronismo de motor

3.     Identificação de cilindro com falha de combustão

4.     Pressão do turbo

5.     Pressão do MAP

6.     Comportamento do fluxo do ar desde a entrada no motor até a saída

7.     Ajuste do avanço de ignição

E muito mais...

 

3 visualizações0 comentário
bottom of page